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A trajetória de Sandra Bréa e o isolamento enfrentado nos últimos anos

A trajetória de Sandra Bréa e o isolamento enfrentado nos últimos anos
Foto:Reprodução/ Globo

A história da teledramaturgia brasileira guarda capítulos de enorme glória, mas também de profundas dores texturizadas pelo preconceito. Um dos casos mais emblemáticos é o de Sandra Bréa, uma das maiores estrelas e símbolos sexuais das décadas de 70 e 80. Inesquecível como a Vanda da versão original de Elas por Elas (1982), a atriz teve o encerramento de sua trajetória marcado pelo isolamento após assumir publicamente ser soropositiva.

De acordo com o portal Observatório da TV, ela faleceu em maio de 2000, aos 47 anos, em decorrência de complicações da Aids e de um câncer no pulmão. A revelação pública do diagnóstico em uma época de intensa desinformação gerou estigma social e afastamento, transformando os últimos anos da artista em um período de forte reclusão em sua residência no Rio de Janeiro.

Consagração e o legado na televisão

Consagrada na TV Globo, Sandra estreou em novelas em 1970 no folhetim Assim na Terra como no Céu. O sucesso definitivo veio logo depois, como a Telma do clássico O Bem-Amado (1973).

Ao longo da carreira, acumulou papéis de destaque em produções marcantes da teledramaturgia nacional:

  • Escalada;
  • O Pulo do Gato;
  • Bambolê;
  • A primeira versão de Ti Ti Ti.

O talento versátil e a forte presença cênica consolidaram seu nome entre os principais rostos da dramaturgia brasileira da época. No entanto, o avanço da doença na década de 90 mudou drasticamente os rumos de sua vida pessoal e profissional.

O drama familiar e o desfecho judicial

Após a morte da atriz, o drama familiar ganhou contornos de suspense. Seu único filho adotivo, Alexandre Bréa Brito, com quem a atriz mantinha uma relação rompida, desapareceu misteriosamente em 2001, levando o diário pessoal e o acervo da mãe.

Após anos de buscas infrutíferas, a Justiça declarou oficialmente a sua morte presumida em 2019. O sumiço travou o andamento dos bens da artista por mais de duas décadas.

O complexo inventário de Sandra Bréa durou 23 anos e foi finalmente encerrado pela Justiça. O patrimônio acabou dilapidado ao longo do tempo, restando uma quantia de aproximadamente R$ 90 mil corrigidos, dividida entre os três netos da atriz, que sequer a conheceram.

Destino das protagonistas de Elas por Elas

A versão original da novela de Cassiano Gabus Mendes reuniu um time lendário de sete mulheres. Além de Sandra Bréa, quatro outras protagonistas faleceram ao longo dos anos.

Eva Wilma (Márcia) partiu em 2021, aos 87 anos, devido a um câncer no ovário. No mesmo ano, a ex-modelo e atriz Mila Moreira (Marlene) faleceu aos 75 anos após uma parada cardíaca.

Em agosto de 2023, o Brasil perdeu Aracy Balabanian (Helena), aos 83 anos, vítima de câncer no pulmão, e Maria Helena Dias (Carmen), aos 91 anos, por infarto e pneumonia.

Atualmente, apenas duas das sete protagonistas originais estão vivas, mantendo vivo o legado da obra clássica que marcou a teledramaturgia brasileira. Continue acompanhando o Portal Meio Dia para ler mais reportagens especiais, coberturas culturais completas e conteúdos atualizados diariamente sobre os principais fatos do cenário nacional.

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