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SOTAQUE CRUZADO REÚNE LIDERANÇAS DA COMUNIDADE BRITÂNICA E REVELA O LEGADO HISTÓRICO, SOCIAL E CULTURAL DO REINO UNIDO NO BRASIL

Em entrevista conduzida por Flávia Gomes, Chris McLauchlan e Margo Black apresentam a trajetória da British & Commonwealth Society of Rio de Janeiro e destacam o papel da solidariedade, da preservação histórica e do intercâmbio cultural na construção de vínculos entre nações.

RIO DE JANEIRO, OUTUBRO DE 2026

A história de uma comunidade também se revela na capacidade de preservar suas tradições, acolher seus integrantes e transmitir seu legado às próximas gerações. Foi a partir dessa perspectiva que o podcast Sotaque Cruzado, idealizado e apresentado por Flávia Gomes, recebeu duas importantes lideranças da comunidade britânica no Rio de Janeiro: Chris McLauchlan, presidente da British & Commonwealth Society of Rio de Janeiro (BCS Rio), e Margo Black, ex-vice-presidente, atual secretária honorária, integrante do Comitê de Investimentos e responsável fiduciária pelo patrimônio da instituição.

A conversa apresentou ao público uma trajetória que atravessa gerações e evidencia a relevância das organizações comunitárias na preservação da memória, na assistência social e na aproximação entre culturas. Fundada em 1948, a BCS Rio consolidou, ao longo de quase oito décadas, uma atuação que conecta o Reino Unido, os países da Commonwealth e o Brasil por meio de iniciativas culturais, beneficentes e sociais.

Mais do que revisitar a história de uma instituição, o encontro trouxe à tona questões contemporâneas relacionadas à imigração, ao envelhecimento, à identidade cultural, à responsabilidade comunitária e à necessidade de manter vivas as tradições em uma sociedade em constante transformação.

Uma instituição que atravessa gerações

Criada inicialmente sob o nome British Community Council, a British & Commonwealth Society of Rio de Janeiro construiu uma trajetória marcada pelo fortalecimento dos laços entre pessoas de origem britânica e dos países da Commonwealth que vivem na capital fluminense.

Sua atuação combina a promoção de atividades culturais com o compromisso de oferecer apoio a integrantes da comunidade que enfrentam dificuldades. Essa dimensão social confere à instituição um papel que vai além da preservação de costumes: ela funciona como uma rede de acolhimento, convivência e pertencimento para pessoas que construíram suas vidas longe de seus países de origem.

Durante a entrevista, Chris McLauchlan destacou a importância de manter esse compromisso ativo, conciliando a continuidade das tradições com as necessidades atuais da comunidade.

A instituição também está associada a um patrimônio histórico localizado na Rua Real Grandeza, em Botafogo, que representa parte da memória da presença britânica no Rio de Janeiro e da continuidade das atividades comunitárias ao longo do tempo.

Margo Black: liderança, governança e compromisso humano

Um dos pontos centrais da entrevista foi a atuação beneficente da BCS Rio, apresentada por Margo Black a partir de sua experiência em diferentes posições de liderança e governança.

Seu trabalho está ligado a uma dimensão essencial, embora nem sempre amplamente conhecida, das organizações comunitárias internacionais: o cuidado com pessoas que enfrentam vulnerabilidade social, dificuldades financeiras ou os desafios de envelhecer longe de seu país de nascimento.

Segundo os temas abordados na conversa, a assistência desenvolvida pela instituição contempla diferentes formas de apoio, incluindo auxílio financeiro, visitas e acompanhamento social. São iniciativas que reconhecem que o cuidado não se limita à ajuda material, mas envolve também presença, escuta e dignidade.

A experiência de Margo evidencia como a atuação institucional pode transformar valores de solidariedade em ações concretas. Em comunidades formadas por diferentes gerações de imigrantes, esse suporte representa uma importante conexão entre passado e presente, fortalecendo os vínculos humanos que sustentam a identidade coletiva.

Ao conduzir o diálogo, Flávia Gomes ressaltou a importância de dar visibilidade a iniciativas que demonstram, na prática, como o compromisso social pode contribuir para uma sociedade mais acolhedora.

Um novo olhar sobre a história britânica no Rio de Janeiro

Entre os assuntos de maior interesse cultural esteve a possibilidade de criação de um espaço dedicado à memória da comunidade britânica na cidade.

Durante a entrevista, Chris McLauchlan revelou que a BCS Rio estuda uma proposta de caráter museológico voltada à preservação e à apresentação pública dessa história. Ainda em estágio inicial, a iniciativa poderá contribuir para reunir referências, registros e narrativas sobre a presença britânica no Rio de Janeiro.

A proposta abre perspectivas para ampliar o diálogo entre a comunidade internacional e o público brasileiro, valorizando as contribuições construídas ao longo de diferentes períodos nas áreas comercial, educacional, religiosa, cultural e comunitária.

Caso avance, o projeto poderá representar uma oportunidade de aproximar novas gerações de um capítulo relevante da história da cidade, além de estimular o interesse pela preservação do patrimônio cultural.

A iniciativa, contudo, ainda não possui implantação definitiva anunciada. Seu desenvolvimento dependerá das etapas futuras de planejamento e estruturação.

Tradição e renovação: o desafio de preservar a identidade cultural

Manter uma instituição viva por quase oito décadas exige mais do que conservar registros históricos. É necessário criar oportunidades para que novas gerações reconheçam seu valor e participem de sua continuidade.

Esse foi outro aspecto abordado por Chris McLauchlan, que destacou a importância de atrair novos integrantes e desenvolver atividades capazes de manter a BCS Rio relevante diante das mudanças sociais e culturais.

Margo Black também abordou a preservação da Britishness, conceito relacionado às referências, aos costumes e às tradições culturais britânicas.

A programação da sociedade inclui encontros e celebrações que mantêm essas referências presentes na vida comunitária, entre eles a Beatles Night, o tradicional almoço de Natal, as homenagens ao poeta escocês Robert Burns e as comemorações relacionadas ao aniversário oficial do monarca britânico.

Esses eventos representam mais do que manifestações de nostalgia. São oportunidades de convivência e transmissão cultural, permitindo que brasileiros e pessoas de diferentes nacionalidades conheçam, compartilhem e valorizem tradições que atravessaram fronteiras.

O desafio está justamente em equilibrar a preservação das raízes com a capacidade de dialogar com uma sociedade plural, na qual as identidades se transformam e se enriquecem por meio do contato entre diferentes culturas.

Entre a Escócia, o Reino Unido e o Brasil: identidade e pertencimento

A dimensão pessoal da entrevista trouxe ainda mais profundidade à discussão sobre imigração e identidade.

Nascida em Edimburgo, na Escócia, Margo Black viveu em diferentes países antes de estabelecer residência no Brasil, onde está há aproximadamente 27 anos. Chris McLauchlan, por sua vez, nasceu no Rio de Janeiro e cresceu em contato com referências culturais britânicas, construindo uma identidade marcada pela convivência entre diferentes universos culturais.

As duas trajetórias dialogam com a experiência de Flávia Gomes, brasileira que viveu por mais de duas décadas no Reino Unido e que atualmente desenvolve iniciativas voltadas à comunicação, à integração cultural e à mobilidade humana entre países.

Essa convergência de experiências tornou a conversa especialmente significativa. Afinal, viver entre culturas significa aprender a reconhecer diferentes formas de pertencimento, construir novas referências e compreender que a identidade não precisa estar limitada a uma única nacionalidade ou território.

A experiência migratória pode transformar a maneira como as pessoas enxergam suas origens, suas relações e o próprio conceito de lar. Ao mesmo tempo, cria oportunidades para a circulação de conhecimentos, a formação de comunidades e o fortalecimento das relações humanas entre sociedades.

Nesse contexto, instituições como a BCS Rio desempenham um papel importante ao preservar referências culturais sem deixar de acolher as transformações que acompanham a vida de seus integrantes.

Flávia Gomes e a comunicação como ponte entre culturas

À frente do Sotaque Cruzado, Flávia Gomes vem desenvolvendo uma proposta editorial dedicada a histórias, experiências e iniciativas que ajudam a compreender a mobilidade humana e as relações entre diferentes países.

O programa integra o trabalho da Sotaque Cruzado CIC, organização constituída no Reino Unido e voltada à promoção do diálogo intercultural, da integração social e da aproximação entre comunidades.

Com alcance declarado de mais de seis milhões de ouvintes entre plataformas, o projeto reúne entrevistas com lideranças institucionais, profissionais, representantes comunitários e personalidades cujas trajetórias contribuem para ampliar a compreensão sobre imigração, cultura, sociedade e relações internacionais.

A participação de Chris McLauchlan e Margo Black reforça essa proposta ao apresentar uma instituição cuja atuação combina memória histórica, responsabilidade social e preservação cultural.

Para além dos grandes acordos diplomáticos e das relações comerciais, a aproximação entre países também se constrói no cotidiano: nas famílias que atravessam fronteiras, nas organizações que acolhem imigrantes, nas tradições compartilhadas e nas iniciativas que aproximam pessoas de diferentes origens.

É nesse espaço que a comunicação assume um papel estratégico. Ao abrir espaço para essas histórias, o Sotaque Cruzado contribui para tornar visíveis experiências que ajudam a compreender a complexidade e a riqueza das relações interculturais.

Um legado que permanece vivo nas pessoas

A entrevista com representantes da British & Commonwealth Society of Rio de Janeiro revela que o legado britânico no Rio de Janeiro não se restringe a edifícios, documentos ou celebrações tradicionais.

Ele também permanece presente nas redes de solidariedade, no cuidado com pessoas idosas, na transmissão de valores entre gerações e na disposição de diferentes comunidades para preservar suas histórias sem deixar de construir novos caminhos.

Ao reunir Chris McLauchlan e Margo Black, Flávia Gomes conduziu uma conversa que conecta passado e futuro, memória e transformação, identidade e convivência.

O encontro reafirma uma ideia essencial: preservar uma cultura não significa isolá-la do mundo, mas criar condições para que ela continue dialogando com outras culturas, contribuindo para a sociedade e encontrando novas formas de expressão.

O episódio especial do Sotaque Cruzado está disponível no Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e YouTube.

SOBRE O SOTAQUE CRUZADO

O Sotaque Cruzado é um projeto de comunicação e diálogo intercultural vinculado à Sotaque Cruzado CIC, organização constituída no Reino Unido. Idealizado e apresentado por Flávia Gomes, promove discussões sobre imigração, mobilidade humana, identidade, cultura, integração social e relações entre diferentes países e comunidades.

Podcast: https://creators.spotify.com/pod/profile/sotaquecruzado

Spotify: https://open.spotify.com/show/1MSzihbmRIsoMr67PweX70

SOBRE A BRITISH & COMMONWEALTH SOCIETY OF RIO DE JANEIRO

Fundada em 1948, a British & Commonwealth Society of Rio de Janeiro é uma associação sem fins lucrativos dedicada ao fortalecimento dos vínculos entre a comunidade britânica, os países da Commonwealth e o Brasil. Sua atuação reúne atividades culturais, iniciativas beneficentes, assistência social e ações relacionadas à preservação do patrimônio histórico.

Site institucional: www.bcsrio.org.br

CONTATO PARA A IMPRENSA

Flávia Gomes
Sotaque Cruzado CIC
E-mail: org@sotaquecruzado.co.uk

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