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Sucesso no cinema internacional, o filme La Bola negra aborda repressão e romance e ganha data de estreia no Brasil

Sucesso no cinema internacional, o filme La Bola negra aborda repressão e romance e ganha data de estreia no Brasil
Festival de Cannes/Divulgação

Um romance entre soldados de lados opostos da Guerra Civil Espanhola, segredos de família e histórias de homens gays separadas por décadas formam a base de La Bola Negra, longa-metragem dirigido por Javier Calvo e Javier Ambrossi que conquistou espaço no circuito internacional de cinema e gerou ampla repercussão.

Conhecidos popularmente como Los Javis, os diretores reuniram um elenco de destaque que inclui Miguel Bernardeau, conhecido por seu trabalho na série Elite, o cantor Guitarricadelafuente em sua estreia nas telas, além de participações especiais de nomes consagrados como Penélope Cruz e Glenn Close.

Origens literárias e conexões históricas

A narrativa do filme tem como sólidas referências a peça inacabada La bola negra, de Federico García Lorca, e a obra La piedra oscura, escrita por Alberto Conejero, que assina o roteiro em parceria com os cineastas. O projeto costura essas influências para acompanhar três protagonistas em períodos distintos: 1932, 1937 e 2017.

Na trama ambientada em 1932, o personagem Carlos, interpretado por Milo Quifes, tenta ingressar no clube frequentado pelo pai, mas enfrenta forte resistência devido a suspeitas sobre sua sexualidade. O título da produção surge justamente desse ritual de votação dos sócios, que utilizavam bolas brancas para aprovar candidaturas e pretas para rejeitá-las.

Conflito armado e impacto nas bilheterias

Em 1937, durante a Guerra Civil Espanhola, Sebastián, papel de Guitarricadelafuente, recebe a missão de vigiar o prisioneiro republicano Rafael Rodríguez Rapún, vivido por Miguel Bernardeau. A convivência forçada em meio ao conflito aproxima os dois e dá origem a um romance clandestino.

A força da produção também se refletiu comercialmente na Europa. Levantamento publicado pelo jornal El País apontou que o filme arrecadou 28,6 milhões de euros na Espanha, com mais de quatro milhões de ingressos vendidos, alcançando a marca de produção espanhola de maior bilheteria no país naquele ano.

Reconhecimento em festivais e chegada ao brasil

O trajeto do longa foi marcado por importantes premiações internacionais. Em Cannes, Calvo e Ambrossi conquistaram o troféu de melhor direção, dividido com Paweł Pawlikowski, diretor de Fatherland. Na sequência, o filme levou prêmios do público em Toronto e San Sebastián, além de ser selecionado para representar a Espanha na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional.

No Brasil, onde o filme recebeu o título traduzido de A Bola Preta, a passagem inicial ocorreu como obra de abertura do Festival do Rio. Para o público geral, a estreia comercial nos cinemas está confirmada para 21 de janeiro de 2027, com distribuição sob responsabilidade da Paris Filmes.

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