O monitoramento do transporte público na capital baiana registrou uma nova parcial sobre a retenção de veículos neste domingo de votação. O Procon da Bahia atualizou para 544 o total de ônibus parados em garagens de Salvador, após denúncias de eleitores sobre o bloqueio da saída dos frotistas. A informação foi confirmada oficialmente pela Secretaria de Comunicação Social do governo do estado, que detalhou a distribuição dos coletivos retidos em diferentes pontos da cidade.
Em nota oficial divulgada pelas autoridades estaduais, a fiscalização identificou unidades paradas em cinco garagens distintas, sendo duas situadas na região da Barros Reis e três no Subúrbio. A legislação eleitoral determina o uso de toda a frota disponível para garantir a mobilidade dos cidadãos durante o pleito, exigindo frequência equivalente à de dias úteis e manutenção da gratuidade integral aos passageiros.
Fiscalização nas garagens
Durante as diligências realizadas pelos fiscais do estado, centenas de veículos foram encontrados nos pátios sem prestação de serviço à população. Na garagem da OT Trans, por exemplo, a equipe constatou a presença de 55 veículos parados, embora estivessem totalmente aptos a operar. Situação semelhante ocorreu na unidade da OT Trans G3, localizada no bairro Campinas de Pirajá, onde 118 veículos permaneceram imobilizados.
As vistorias também abrangeram outras importantes bases operacionais da capital baiana. Na unidade da Integra Plataforma Barros Reis, identificada como G7, o levantamento apontou 55 carros retidos. Já na Integra Plataforma Suburbana, o número chegou a 142 veículos parados. O maior volume foi contabilizado em outra garagem da OT Trans, situada na estrada Velha de Campinas de Pirajá, com 174 carros no pátio. O Portal Meio Dia acompanha os desdobramentos desta operação de fiscalização.
Determinações judiciais e ordens de prisão
Diante do cenário crítico de restrição na circulação, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) interveio de maneira enérgica. A corte determinou o restabelecimento imediato da frota integral do transporte público de Salvador, exigindo a normalização dos itinerários e a manutenção da gratuidade para todos os usuários que se deslocavam para exercer o direito ao voto.
Como desdobramento das irregularidades constatadas, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, Maurício Kertzman Szporer, determinou à Superintendência Regional da Polícia Federal que efetivasse a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. A medida jurídica buscou responder prontamente aos entraves logísticos identificados no segundo turno das eleições municipais.
Mobilização de forças estaduais
Após a repercussão das medidas judiciais e administrativas, o governo estadual manifestou prontidão para apoiar a resolução do impasse logístico. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, utilizou uma rede social para informar que colocou à disposição a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública para identificar policiais com habilitação na categoria D, caso fosse necessário assumir a condução dos coletivos.
Por sua vez, a prefeitura de Salvador informou por meio de nota que havia determinado a liberação irrestrita de todos os veículos retidos nas garagens. A administração municipal pontuou que a medida valia inclusive para os ônibus que apresentassem adesivação considerada propaganda irregular, priorizando o escoamento e a facilitação do transporte dos eleitores ao longo da votação.
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