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Eleitores enfrentam chuva e garantem presença cedo nas urnas do Rio

Eleitores enfrentam chuva e garantem presença cedo nas urnas do Rio
© Paulo Pinto/Agência Brasil

A manhã de domingo (25) começou sob chuva no Rio de Janeiro, mas o cenário meteorológico adverso não foi suficiente para afastar os eleitores dos locais de votação. Logo nos primeiros minutos de abertura das urnas para o segundo turno das eleições, diversos pontos da capital fluminense registraram movimentação constante. Com um universo de quase 12,9 milhões de pessoas aptas a votar em todo o estado — sendo 4,9 milhões apenas na capital —, a participação cidadã manteve-se firme desde as primeiras horas do dia.

Diferentemente do primeiro turno, quando o volume de cargos em disputa gerou extensas filas e longas horas de espera, a presença de apenas um voto na cédula eletrônica imprimiu uma dinâmica muito mais ágil ao processo. A facilidade no preenchimento refletiu diretamente na rotina dos locais de apuração e recepção de eleitores, transformando a experiência de quem decidiu madrugar para cumprir o dever cívico.

Agilidade no processo e menor tempo de espera

No Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam), situado em Bonsucesso, na Zona Norte, o fluxo de pessoas foi intenso logo cedo, mas sem o caos observado semanas antes. O campus, reconhecido como o maior local de votação da capital com 13 mil eleitores cadastrados, operou com sessões fluidas e poucas filas visíveis durante o período matutino.

O casal Tamara Almeida e Eduardo de Andrade exemplifica a mudança no cenário. No primeiro pleito, a espera superou duas horas, com filas estendidas para o lado de fora da instituição. Desta vez, o tempo total para depositar o voto foi reduzido a apenas 10 minutos, demonstrando a otimização logística proporcionada pelo formato da votação.

Determinação e superação de barreiras físicas

A motivação para comparecer às urnas também superou limitações físicas e deslocamentos complexos. Paulo Cesar da Silva saiu cedo de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e mesmo lidando com um ferimento na perna, utilizou uma muleta e as rampas de acessibilidade da universidade para alcançar sua seção.

O eleitor ressaltou que a participação representa a defesa dos direitos dos trabalhadores e a valorização do papel cívico. Histórias semelhantes repetiram-se em diferentes zonas eleitorais, evidenciando o compromisso de parcelas expressivas da população com o processo democrático, independentemente de barreiras geográficas ou de saúde.

Mobilização de idosos e ajustes no transporte

Outro destaque do pleito foi a forte presença de eleitores idosos, além daqueles que optaram por comparecer apenas nesta etapa final. Maria das Dores de Lima, de 82 anos, enfrentou problemas na coluna e utilizou uma cadeira de rodas para garantir seu voto na Zona Norte, aproveitando a ocasião para alinhar trâmites burocráticos pessoais.

No Complexo da Maré, a oferta de transporte gratuito foi apontada por moradores como um facilitador essencial para o deslocamento até as seções, especialmente diante de alterações pontuais em locais de votação coordenadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. A Agência Brasil acompanhou o andamento da votação e destacou como a resiliência dos eleitores marcou o pleito fluminense.

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