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Eleições 2026: saiba a importância da colinha de papel na hora de votar

Eleições 2026: saiba a importância da colinha de papel na hora de votar
© Joédson Alves/Agência Brasil

Já pensou em passar semanas ou meses decidindo em quem votar para governar seu estado ou país, ouvir as propostas, colocar o histórico dos candidatos na balança, chegar a uma conclusão e, ao chegar diante da urna, não lembrar qual número digitar? A tecnologia da urna eletrônica revolucionou a forma de votar e apurar os votos no Brasil, mas nem todo avanço da ciência substitui um simples pedaço de papel com os números escritos à caneta.

A preparação para o dia da votação exige atenção aos detalhes, especialmente diante da quantidade de cargos em disputa e da variedade de números que cada candidato possui. A memória humana é falha sob pressão, e a cabine de votação é um ambiente que exige rapidez e precisão para evitar filas e garantir o bom andamento do pleito em todo o país.

A importância da colinha de papel

A legislação permite ao eleitor levar a colinha para a urna, para garantir a precisão do voto. O uso do papel evita confusões comuns entre partidos e coligações, cenário que frequentemente resulta em anulações indesejadas e altera os rumos de uma disputa política de grande relevância nacional.

Em muitos casos, a famosa colinha fez falta no primeiro turno das eleições deste ano. A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), poderia já estar planejando o próximo mandato, mas graças a milhares de eleitores que confundiram seu número e anularam o voto, ela ainda disputa o segundo turno com o candidato Leandro Grass (PT).

No dia 4 de outubro, 26 mil pessoas no Distrito Federal digitaram 22, número do PL, partido de Flávio Bolsonaro. Como não havia candidato do PL na disputa ao governo distrital, os votos acabaram anulados. O número da candidata do PP é 11.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes era apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não divide o mesmo partido que ele. Dados das urnas mostraram que cerca de 204 mil eleitores digitaram o número 13 nas urnas, acreditando escolher Paes.

Esses eleitores deveriam, no entanto, digitar o número 55. Sem candidato do PT na corrida ao Palácio da Guanabara, os votos foram anulados e Douglas Ruas (PL) venceu no primeiro turno.

Restrições e regras na cabine

O aparelho celular, no entanto, deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação. A restrição vale para qualquer equipamento capaz de fotografar, gravar ou transmitir imagens, garantindo a lisura do processo democrático.

O objetivo é preservar o sigilo do voto e impedir fraudes ou tentativas de comprovação da escolha feita na urna. Quem se recusar a entregar o aparelho poderá ser impedido de votar naquele momento, e o caso poderá ser registrado pela mesa receptora de votos.

Documentação e local de votação

Não se esqueça de levar um documento de identificação com foto no dia do pleito. O título de eleitor não é obrigatório para votar, mas ele ajuda a acelerar o processo por indicar a zona e a seção eleitoral exatas.

Uma opção prática é baixar o e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral, que apresenta a versão digital do documento e as informações atualizadas. Lembre-se de conferir, no dia anterior, o seu local atualizado de votação para evitar deslocamentos desnecessários.

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