Se você olhou para o céu ao cair da tarde e percebeu que a Lua está quase redondinha, quase pronta para virar aquele espetáculo, não foi impressão sua. Nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, a Lua está em sua fase Gibosa Crescente, exibindo um visual marcante para quem observa o firmamento.
Com cerca de 92% de iluminação solar visível aqui da Terra, estamos naquele período em que a claridade só aumenta, faltando pouquíssimo para a fase Cheia. O fenômeno desperta a curiosidade de quem gosta de acompanhar o ciclo lunar e entender como a astronomia se manifesta diretamente no nosso cotidiano.
O que significa a fase gibosa crescente
Na astronomia, o ciclo sinódico, conhecido como o mês lunar e que dura cerca de 29,5 dias, é dividido em quatro fases principais: Nova, Quarto Crescente, Cheia e Quarto Minguante. No entanto, entre elas existem fases intermediárias fundamentais para a transição do satélite natural.
A palavra gibosa vem do latim e significa com corcunda ou arredondada, uma referência direta ao formato convexo que a superfície iluminada ganha no céu. O período de Gibosa Crescente acontece logo após o Quarto Crescente e vai acumulando luz solar dia após dia até atingir cem por cento de iluminação.
Com mais de 90% da sua face visível brilhando, a Lua já nasce durante a tarde no horizonte leste. Ela permanece brilhante no céu ao longo de quase toda a madrugada, oferecendo excelentes condições para observadores e entusiastas da ciência espacial.
Calendário lunar de outubro de 2026
Para não perder nenhuma transição no céu neste mês, vale a pena conferir as datas exatas das quatro fases principais segundo os dados astronômicos oficiais registrados para o período:
- Quarto Minguante: 03 de outubro
- Lua Nova: 10 de outubro
- Quarto Crescente: 18 de outubro
- Lua Cheia: 26 de outubro, marcada como a famosa Lua do Caçador
Astronomia e clima na atmosfera terrestre
Você já reparou que às vezes a Lua parece super amarelada ou até alaranjada quando surge no horizonte, mesmo estando muito iluminada? Isso acontece por conta de um fenômeno da física da luz chamado Espalhamento Rayleigh, o mesmo motivo científico pelo qual o céu é azul durante o dia.
A atmosfera do nosso planeta funciona como um filtro natural. Quando a luz refletida pela Lua atravessa uma camada mais espessa de ar perto do horizonte, as tonalidades azuis e violetas se espalham, permitindo que as ondas de luz vermelhas e alaranjadas cheguem até os nossos olhos.
No entanto, cientistas apontam que as mudanças climáticas e o aumento de incêndios florestais elevam a concentração de material particulado na atmosfera. Essa poluição altera a refração da luz, deixando o brilho do astro mais turvo. Continue acompanhando o Portal Meio Dia para ler mais reportagens sobre ciência, astronomia e o impacto ambiental no nosso planeta.