rO apresentador Carlos Massa, o Ratinho, entrou para a lista de personalidades brasileiras que precisaram responder financeiramente por conduta racista. Ele fechou acordo para encerrar a ação movida pela bailarina Cintia Mello, que pedia R$ 2 milhões por danos morais após episódio exibido em abril de 2024 no Programa do Ratinho, no SBT. Os valores do acerto não foram divulgados por causa de cláusula de confidencialidade. O caso reacende o debate sobre racismo recreativo na TV e o custo real que o preconceito passa a ter quando chega ao Judiciário.
O estopim ocorreu ao vivo. Ratinho comentou com a bailarina:
“Essa peruca sua é a mais bonita”. Cíntia respondeu que o cabelo era natural, mas o apresentador insistiu: “Não é seu cabelo. Não é seu cabelo”. Na sequência, afirmou ter visto “um piolhinho” e pediu que sua assistente de palco puxasse o cabelo de Cíntia. A cena gerou constrangimento imediato e repercussão nas redes. Para a artista, a abordagem reforçou estereótipos históricos que associam cabelo crespo à falta de higiene e negam a identidade de mulheres negras. O processo foi o caminho encontrado para responsabilização.
Ratinho não é caso isolado. Em 2023, o humorista Léo Lins foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 40 mil de indenização por piadas racistas e gordofóbicas feitas em um show publicado no YouTube. A sentença entendeu que o conteúdo ultrapassou os limites da liberdade de expressão e violou a dignidade de grupos minorizados. Também em 2022, a socialite Day McCarthy foi condenada a pagar R$ 180 mil por danos morais à Titi Gagliasso, filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, após ataques racistas nas redes sociais. Em 2020, a apresentadora Maju Coutinho foi alvo de comentários racistas em página de rede social e a Justiça condenou os responsáveis ao pagamento de indenização, fixada em R$ 20 mil.
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